Tangará-falso

O tangará-falso é uma ave passeriforme da família Pipridae.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) kheir = mão; e xiphos, xiphidion = espada, punhal, sabre; e do (latim) pareola = diminutivo de parus = título equivalente a pequeno rei, príncipe. ⇒ Príncipe das asas de sabre.

Características

Os machos, reunidos em dupla, apresentam um complexo comportamento de corte. A fêmea se distingue pelo bico e tarso arroxeados e por apresentar uma nítida auréola de penas claras ao redor dos olhos. Em algumas regiões Amazônicas os machos possuem amarelo na cabeça no lugar do conhecido vermelho, sendo atualmente considerados como subespécie;

Subespécies

Possui quatro subespécies reconhecidas:

  • Chiroxiphia pareola pareola (Linnaeus, 1766) - ocorre no leste da Venezuela, nas Guianas, no norte e leste da Amazônia brasileira e no litoral da região nordeste do Brasil;
  • Chiroxiphia pareola regina (P. L. Sclater, 1856) - ocorre na região tropical do nordeste do Peru, ao sul do Rio Amazonas e no oeste da Amazônia brasileira. Os machos desta subespécie apresentam coloração amarela na cabeça;
  • Chiroxiphia pareola atlantica (Dalmas, 1900) - ocorre na Ilha de Tobago, no Caribe.
  • Chiroxiphia pareola napensis (W. Miller, 1908) - ocorre na região tropical sudeste da Colômbia, a leste da Cordilheira dos Andes até o leste do Equador e leste do Peru.

(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Fotos das subespécies de Chiroxiphia pareola
(ssp. pareola) (ssp. regina) (ssp. atlantica) (ssp. napensis)

Alimentação

Alimenta-se de pequenas frutas, insetos, vermes e até aranhas.

Reprodução

A fêmea costuma botar 2 ovos que são chocados por 18 dias. Os filhotes saem do ninho após 20 dias.

Hábitos

Vive no interior de matas primárias e secundárias abaixo de 500 metros de altitude.Na época do acasalamento podemos vê-lo se exibindo para as fêmeas executando uma espécie de “dança do acasalamento” onde ouvimos desde estalos, grunhidos parecendo porcos, onde 2 ou 3 machos pulam ordenadamente um por cima do outro, isso tudo com olhar da fêmea, que parece não se contagiar pelo espetáculo. Isso tudo acontece em um galho curvado e liso habitual dos mesmos.Essa foi uma cena presenciada por mim no mês de setembro na Flona do Tapajós na comunidade de Jamaraquá. Observei também que o macho, mesmo sendo imaturo participava dessa dança.

Predadores

Distribuição Geográfica

Presente do Rio Grande do Norte, Ceará ao Espírito Santo e na Amazônia salvo partes da bacia do rio Negro.

Referências

  • Marigo, Luiz Claudio. A fantástica mata atlântica. n. 28.
  • SIGRIST, T. Avifauna Brasileira: The avis brasilis field guide to the birds of Brazil, 1ª edição, São Paulo: Avis Brasilis, 2009.

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

  • CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.
  • del Hoyo, J.; et al., (2016). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.
  • Gill, F. & Wright, M. - IOC World Bird List 2017. Birds of the World - Recommended English Names. Princeton University Press, Princeton, N.J., and Oxford, UK.
  • ITIS - Integrated Taxonomic Information System (2017); Smithsonian Institution; Washington, DC.
  • Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.

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